A pergunta do título pode soar estranha.
Quem trabalha nessa editoria, no entanto, já deve ter se perguntando ao menos uma vez. Jornalista dessa área (incluindo este blogueiro) costuma passar a maior parte do tempo (para não dizer 'todo' o tempo) preocupado com fofocas, com bastidores, com intrigas, com especulações, enfim, com o chamado "jogo político".
As questões que, de fato, são de interesse público (e, portanto, do leitor) geralmente são marginalizadas.
Sem maniqueísmos: é claro que o leitor também não é inocente.
Quando um jornalista da área se aventura a fazer uma matéria de fundo - que investigue, por exemplo, todos os pontos de uma reforma tributária - a resposta do leitor não passa de um bocejo. Matérias assim dão muito trabalho e têm alto interesse público. E pouquíssima repercussão.
Essa justificativa é ótima. A razão de haver tantas matérias sobre intrigas do mundo político seria o desejo dele, leitor.
Também não é assim. Em outros assuntos, nem sempre o que o leitor deseja é o que se publica. É só observar o quanto a cobertura policial dos jornais foi reduzida ao mínimo, embora sempre tenha tido sucesso de público.
Fora os momentos de exceção (casos como Sílvia Calabresi e o casal Nardoni), a rotina da cobertura policial é nunca ser destaque na primeira página, por exemplo.
Jornalista da editoria de política tem hábitos estranhos. Costuma cantar vitória quando publica uma intriga que o concorrente não publicou. Faltando um ano (ou dois anos, ou três anos...) para a eleição seguinte, páginas e páginas são publicadas com especulações sobre quem será o candidato do partido x, da base y ou da coligação z.
O grau de acerto dessas previsões, no entanto, é tão alto quanto o das previsões de outra página do jornal, onde fica o horóscopo.
Jogo de pôquer
O relacionamento do jornalista com suas fontes na área política também não é bem resolvido. Há aqueles que se encantam com o poder (sim, isso ainda existe), outros que apostam em relações pouco republicanas e aqueles que só se preocupam com informações.
Os que se preocupam apenas com informações são, em tese, os mais bem preparados. Costumam trazer informações mais confiáveis ou, pelo menos, desvinculadas de interesses de terceiros.
Ainda assim, mesmo para esse último grupo, o trabalho não é dos mais gratos. Dos que buscam apenas informação, há duas subdivisões: 1) os que fazem perguntas e investigações que não contrariam as fontes; 2) os que fazem perguntas e investigações que exploram as contradições e erros das fontes.
Geralmente os repórteres que exploram as contradições e erros de suas fontes fazem o que se chama de bom jornalismo. São eles que 'salvam' a imagem da profissão. Tanto que os jornalistas desse grupo são os que se destacam. O resto não passa de baba-ovo.
A jornalista norte-americana Janet Malcolm, por exemplo, está entre as que exploram contradições das fontes. Mas ela faz uma autocrítica, como a destacada no início do livro O Jornalista e o Assassino (1991):
"Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em ser tema de um escrito não-ficcional aprende - quando o texto aparece publicado - a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam em liberdade de expressão e do 'direito do público de saber'; os menos talentosos falam sobre arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida."
Malcolm vai no alvo. É difícil para um jornalista conseguir uma boa informação de sua fonte sem apostar em vaidade, ignorância ou solidão da fonte. Algumas vezes mais, outras vezes menos, estamos sempre 'traindo' quem entrevistamos.
Tudo bem, sem maniqueísmos: as fontes também apostam na vaidade, na ignorância ou na solidão do jornalista. E, muitas vezes, as fontes ganham e o jornalista perde.
Do lado do jornalista ou do lado da fonte, somos como viciados em pôquer: nem o jornalista pára de tentar enganar a fonte, nem a fonte desiste de enganar o jornalista.
Jornalistas ainda têm muito a melhorar. A cobertura política pode e deve ser aperfeiçoada. A democracia, jovem e imatura, explica parte dos problemas.
Outra parte, no entanto, depende exclusivamente de quem trabalha na área. E, claro, há a parte moralmente indefensável, mesmo quando prevalecem as melhores das intenções.
Sobre essa parte, muito pouco a se fazer.
Apenas o óbvio: admitir que a crítica de Malcolm é doída - mas absolutamente verdadeira.
Fonte: Jornal X - Blog do Jornalista Eduardo Horácio.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Comissão ouve hoje denúncias do bispo de Marajó, dom Azcona
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), anunciou que integrantes do colegiado e representantes da Polícia Federal irão à ilha de Marajó (PA) hoje, 24, para ouvir as denúncias do bispo dom José Luiz Azcona Hermoso e de outros dois religiosos sobre exploração sexual de crianças e prática de pedofilia na região.O bispo aponta o envolvimento de autoridades nos crimes. De acordo com Magno Malta, os religiosos têm sido ameaçados de morte por denunciarem a exploração sexual de meninos e meninas no Marajó.
Não aceitaremos, nem nos acovardaremos frente a qualquer tipo de pressão, assegurou Magno Malta, ao manifestar apoio à atitude corajosa de dom Luiz Azcona. O senador fez o anúncio da visita a Marajó durante reunião da CPI da Pedofilia realizada nesta quarta-feira (23).
Welinton Silva.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Kajuru in Foco
Jorge Reis da Costa, mais conhecido como Jorge Kajuru, (Cajuru, 20 de janeiro de 1961) é um jornalista esportivo, radialista e apresentador de televisão brasileiro.É um jornalista famoso por suas declarações polêmicas e por se opor ao "merchandising" em programas jornalísticos. Demitido de quase todos os locais em que trabalhou, pediu demissão no ar quando trabalhava na RedeTV!. Já foi dono de emissora de rádio em Goiás, a Rádio K, quando ficava quase que o tempo todo no ar. É conhecido também por não se conter e contar fatos pessoais em seus programas e entrevistas, como a traição a sua então mulher na Copa do Mundo de 1982.
Na RedeTV! deu o número de seu próprio telefone celular ao vivo, e depois teve que cancelá-lo por conta da vultosa cobrança em função das ligações a cobrar.
É inimigo declarado de Milton Neves, a quem ataca por conta do "merchan"; e Marconi Perillo, por questões políticas.
Tem como principais referências profissionais os também jornalistas Juca Kfouri e João Saldanha, ambos conhecidos pelo traço polêmico, mas acima de tudo, ético utilizado em suas carreiras profissionais. Admirador de Telê Santana e Silvio Santos, é também amigo de José Luiz Datena, de quem já foi sócio.
Por seu estilo explosivo e radical, Kajuru é provavelmente o jornalista brasileiro que mais sofreu processos judiciais, sendo condenado em pelo menos um deles, movido por um dono de jornal de Goiás.
Kajuru participou do programa Nada Além da Verdade e ganhou 100 mil reais.
Jorge Kajuru estará essa semana em Goiânia - GO, lançando o seu livro "Condenado a falar" em emissoras de rádio, Tv e em um Shopping na capital, onde dará autografos e promete vender a marca histórica de 500 mil livros... Seu preço popular confirmam as expectativas de se atingir essa marca histórica de vendas. Ao Kajuru o meu abraço e minha solidariedade em todos os momentos. Sou seu amigo, mesmo não o conhecendo pessoalmente. Tenho uma admiração singular por esse jornalista. Até a proxima Bomba.
terça-feira, 22 de abril de 2008
BISPO EMÉRITO ELEITO PRESIDENTE DO PARAGUAI PEDE PERDÃO À IGREJA
Assunção, 22 abr (RV) - O presidente eleito do Paraguai, bispo emérito Fernando A. Lugo Méndez, pediu nesta segunda-feira perdão à Igreja Católica pela "dor" que causou com sua desobediência às leis canônicas, ao se lançar na disputa presidencial."Se minha atitude e minha desobediência às leis canônicas causaram dor, peço sinceramente perdão aos membros da Igreja", disse Lugo à imprensa.
Em janeiro do ano passado, ele foi suspenso "a divinis", que significa, segundo o Código de Direito Canônico, que o "sacerdote continua obrigado aos deveres a ele inerentes, embora esteja suspenso do ministério sagrado". Lugo não pode celebrar missas nem ministrar os sacramentos. O bispo emérito pediu para retornar ao estado laico, mas seu pedido foi rejeitado.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, não quis avaliar a vitória do prelado, "pois o povo escolhe livremente os governantes".
O Pe. Lombardi recordou que Lugo já não exercia o ministério episcopal há muito tempo por causa da suspensão "a divinis" e que o fato de ter vencido as eleições não significa que a Santa Sé tenha que adotar "urgentemente" novas medidas sobre seu status em relação à Igreja nem que haverá uma espécie de "oposição particular". "Trata-se de uma questão jurídica canônica sobre sua função, seu status na Igreja. Não é um problema de relações diplomáticas", acrescentou.
Sobre o fato de ser a primeira vez em que um bispo é eleito presidente da República, Pe. Lombardi disse que é um feito que "chama atenção e uma situação inédita".
Também a Conferência Episcopal do Paraguai (CEP) se pronunciou a respeito.
Segundo o presidente do episcopado paraguaio, Dom Ignacio Gogorza Izaguirre, bispo Encarnación, cabe à Santa Sé enfrentar essa inédita situação. Dom Gogorza Izaguirre recordou que Lugo, apesar da suspensão "a divinis", ainda é bispo e a Igreja aceita este resultado''.
"Estou pessoalmente muito feliz e contente com o modo como o pleito foi realizado. O povo mostrou que quer mudanças, e indicou Lugo o protagonista desse processo'', disse o prelado.
Dom Adalberto Martínez Flores, bispo de San Pedro, diocese da qual Dom Lugo é bispo emérito, afirmou que os membros da Conferência Episcopal respeitam "o presidente eleito do Paraguai" e manterão "as relações de colaboração entre a Igreja paraguaia e o Estado".
Dom Martínez Flores explicou que a CEP espera que Lugo, por meio da nunciatura em Assunção, defina sua situação com o Vaticano antes de 15 de agosto, data na qual tomará posse.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
As noticias em Fé e Politica
POLITICA EM GOIÁS
O Deputado Estadual pelo PSDB, Daniel Goulart, que mudou seu domicilio eleitoral para Aparecida de Goiânia e é presidente do partido na cidade. Destaca que se for ungido com a apoio do grupo do vice-governador Ademir Menezes, renuncia o seu mandato para concorrer a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. o deputado tucano explica o que para ele a candiatura de Maguito Vilela é um cavalo paraguaio.
O deputado Marlúcio Pereira a cada dia tem o discurso mais parecido com o de candidato. Marlúcio destaca que esta doido para iniciar a disputa pela prefeitura de Aparecida de Goiânia, Odeputado cita as derrotas de Maguito Vilela como um costume do ex-senador de sempre estar bem nas pesquisas e não conseguir transformar isso em votos.
VISITA DE BENTO XVI AOS EUA
Ontem, após ter discursado aos bispos americanos, no Santuário da Imaculada, em Washington, o Papa Bento XVI, respondeu a três questões do episcopado americano. Os assuntos abordados foram a evangelização, pratica da fé e o declinio de vocações.
O segundo grande momento do dia do Papa Bento XVI nos EUA, foi o encontro com representantes das Universidades Católicas e com líderes de diversas religiões do país nesta quinta feira, às 17 horas (horário de Brasília). O Papa falou sobre liberdade, sobre fé e razão e sobre o desafio no apostolado da educação, entre outros assuntos.
Welinton Silva.

O Deputado Estadual pelo PSDB, Daniel Goulart, que mudou seu domicilio eleitoral para Aparecida de Goiânia e é presidente do partido na cidade. Destaca que se for ungido com a apoio do grupo do vice-governador Ademir Menezes, renuncia o seu mandato para concorrer a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. o deputado tucano explica o que para ele a candiatura de Maguito Vilela é um cavalo paraguaio.
O deputado Marlúcio Pereira a cada dia tem o discurso mais parecido com o de candidato. Marlúcio destaca que esta doido para iniciar a disputa pela prefeitura de Aparecida de Goiânia, Odeputado cita as derrotas de Maguito Vilela como um costume do ex-senador de sempre estar bem nas pesquisas e não conseguir transformar isso em votos.
VISITA DE BENTO XVI AOS EUA

Ontem, após ter discursado aos bispos americanos, no Santuário da Imaculada, em Washington, o Papa Bento XVI, respondeu a três questões do episcopado americano. Os assuntos abordados foram a evangelização, pratica da fé e o declinio de vocações.
O segundo grande momento do dia do Papa Bento XVI nos EUA, foi o encontro com representantes das Universidades Católicas e com líderes de diversas religiões do país nesta quinta feira, às 17 horas (horário de Brasília). O Papa falou sobre liberdade, sobre fé e razão e sobre o desafio no apostolado da educação, entre outros assuntos.
Welinton Silva.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Bento XVI completa 81 anos

Eleito Papa no dia 19 de Abril de 2005, o Cardeal Joseph Ratzinger, Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), a 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia.
O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salzburgo.
Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazi mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.
Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja. Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares antiaéreos. Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising.
No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».
Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bona, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.
De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia. A sua intensa actividade científica levouo a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.
Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de Munique e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade». Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano.
Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.
João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de Munique e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993.
Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Papa o novo Catecismo. A 6 de Novembro de 1998, João Paulo II aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.
No dia do seu 81.º aniversário, o Papa é recebido, de manhã, numa cerimónia de boas-vindas no South lawn da Casa Branca, pelo presidente norte-americano, George W. Bush. Posteriormente almoça com os Cardeais dos Estados Unidos, com o Praesidium da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América (USCCB) e com a comitiva papal na Nunciatura Apostólica de Washington.
O último compromisso oficial do dia é a celebração das Vésperas e o encontro com os Bispos dos Estados Unidos da América no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington.
Fonte: www.vatican.va
terça-feira, 15 de abril de 2008
Papa inicia sua viagem aos Estados Unidos
Iniciou-se hoje a primeira visita do Papa Bento XVI aos EUA. O Santo Padre, de 15 a 20 de abril, passará pelas cidades de Washington e de Nova Iorque. O Papa partiu de Roma poucos minutos depois da hora marcada. A chegada a Washington está prevista para as 16 horas horário local, 17horas horário do Brasil.Não está prevista para hoje nenhuma cerimônia oficial de boas-vindas, (estas cerimônias serão amanhã, dia em que Bento XVI completa 81 anos), ou qualquer outro compromisso oficial, para que o Papa possa descansar após a longa viagem. A última visita de um Papa aos EUA aconteceu em 1999, quando João Paulo II passou por Saint Louis.
À espera de Bento XVI estarão George W. Bush, com sua esposa, e a presidência da Conferência Episcopal dos EUA, em uma recepção informal.
Em três anos de pontificado, esta é a oitava viagem do atual Papa fora da Itália, depois da Alemanha (Colónia), Polónia, Espanha, Alemanha (Baviera), Turquia, Brasil e Áustria.
Dois momentos particularmente simbólicos marcam sua agenda: o discurso na sede da ONU e a visita aos locais dos atentados do 11 de setembro, o Ground Zero. O Vaticano adiantou que, em relação ao discurso nas Nações Unidas, o Papa irá centrar-se na questão dos Direitos Humanos.
Estão previstos, entre outros, 13 intervenções, encontros com o presidente Bush, com universitários, com jovens católicos, com líderes cristãos e com representantes de outras religiões.
Dia 18, Bento XVI se tornará o terceiro Papa a discursar na sede da ONU, depois de Paulo VI e João Paulo II. O atual Papa irá encontrar-se, em privado, com o Secretário-Geral das Nações Unidas, seguindo para a sala da Assembléia-Geral. Posteriormente terá um encontro privado com o presidente da Assembléia, o presidente do Conselho de Segurança e os 60 representantes deste organismo.
No último sábado, o Papa deu indicações de alguns dos temas fortes que levará a Nova Iorque ao pedir à comunidade internacional que empreenda o caminho do desarmamento global, construindo as bases de uma "paz duradoura", num humanismo renovado.
Rádio Vaticano
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