terça-feira, 15 de abril de 2008

Papa inicia sua viagem aos Estados Unidos

Iniciou-se hoje a primeira visita do Papa Bento XVI aos EUA. O Santo Padre, de 15 a 20 de abril, passará pelas cidades de Washington e de Nova Iorque. O Papa partiu de Roma poucos minutos depois da hora marcada. A chegada a Washington está prevista para as 16 horas horário local, 17horas horário do Brasil.

Não está prevista para hoje nenhuma cerimônia oficial de boas-vindas, (estas cerimônias serão amanhã, dia em que Bento XVI completa 81 anos), ou qualquer outro compromisso oficial, para que o Papa possa descansar após a longa viagem. A última visita de um Papa aos EUA aconteceu em 1999, quando João Paulo II passou por Saint Louis.

À espera de Bento XVI estarão George W. Bush, com sua esposa, e a presidência da Conferência Episcopal dos EUA, em uma recepção informal.

Em três anos de pontificado, esta é a oitava viagem do atual Papa fora da Itália, depois da Alemanha (Colónia), Polónia, Espanha, Alemanha (Baviera), Turquia, Brasil e Áustria.

Dois momentos particularmente simbólicos marcam sua agenda: o discurso na sede da ONU e a visita aos locais dos atentados do 11 de setembro, o Ground Zero. O Vaticano adiantou que, em relação ao discurso nas Nações Unidas, o Papa irá centrar-se na questão dos Direitos Humanos.

Estão previstos, entre outros, 13 intervenções, encontros com o presidente Bush, com universitários, com jovens católicos, com líderes cristãos e com representantes de outras religiões.

Dia 18, Bento XVI se tornará o terceiro Papa a discursar na sede da ONU, depois de Paulo VI e João Paulo II. O atual Papa irá encontrar-se, em privado, com o Secretário-Geral das Nações Unidas, seguindo para a sala da Assembléia-Geral. Posteriormente terá um encontro privado com o presidente da Assembléia, o presidente do Conselho de Segurança e os 60 representantes deste organismo.

No último sábado, o Papa deu indicações de alguns dos temas fortes que levará a Nova Iorque ao pedir à comunidade internacional que empreenda o caminho do desarmamento global, construindo as bases de uma "paz duradoura", num humanismo renovado.

Rádio Vaticano

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Dom Estêvão Bettencourt: servo de Deus, filho dileto da Igreja

Partiu para estar com Cristo Dom Estevão Tavares Bettencourt, sacerdote e monge beneditino, incansável professor de teologia e defensor da fé católica. Que o Senhor o acolha nos prados do Bom Pastor e lhe conceda a recompensa dos servos bons e fiéis!
No mundo é raro alguém pelo vigor da fé, coerência e lucidez intelectual alcançar na vida tamanha densidade de trabalho como conseguiu o monge beneditino D. Estevão Bettencourt, OSB, do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.
Nele se encontraram o ideal dominicano de Tomás de Aquino 'contemplata aliis tradere' [dar aos outros as coisas contempladas], plasmado numa vida religiosa beneditina de 'ora et labora' [oraçao e trabalho]. D. Estevão nasceu e foi batizado como Flávio Tavares Bettencourt, no Rio de Janeiro aos 16 de Setembro de 1919. Em 1923 viajou com os pais para Paris, onde permaneceu até 1928. Em Paris iniciou seus estudos no Lycée Buffon. Quando do retorno ao Brasil, retomou seus estudos no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, onde de 1931 a 1935, fez o curso fundamental [antigo ginasial]. O convívio diário com os monges o fez conhecer e amar a vida monástica. Tendo concluído o curso fundamental, entrou no Mosteiro a 1 de Fevereiro de 1936. Recebeu o hábito a 6 de Outubro de 1937. Em razão de sua devoção aos mártires da Igreja Primitiva, teve como padroeiro onomástico o protomártir S. Estevão. Seus primeiros votos foram emitidos a 7 de Outubro de 1937 na sala capitular do Mosteiro. Foi mandado por D. Tomás Keller para Roma - a fim de doutorar-se em Filosofia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo - em Novembro de 1937, permanecendo lá até 1945. Recebeu o grau de Bacharelado em Julho de 1939 e prestou exame de Licenciatura em 18 de Maio de 1940. Fez sua Profissão Solene aos 7 de Novembro de 1940 em Monte Cassino [o mesmo Mosteiro em que Tomás de Aquino recebeu os seus primeiros ensinamentos]. Recebeu o Diaconato aos 12 de Julho de 1942. Foi ordenado sacerdote aos 18 de Julho de 1943, na Igreja de S. Agnese na Piazza Navona. Em Novembro de 1944 defendeu a tese de Doutorado sobre Orígenes.
Chegou ao Rio aos 2 de Fevereiro de 1945. Neste mesmo ano assumiu a Cátedra Bíblica na Casa de Estudos da Congregação Beneditina do Brasil. Lecionou também na Universidade Santa Úrsula de 1946 a 1980; na Pontifícia Universidade Católica de 1958 a 1961 e de 1968 a 1974; na Universidade Católica de Petrópolis de 1968 a 1978; no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro desde 1985; na Escola Superior de Catequese 'Mater Ecclesiae', na Escola 'Luz e Vida' de Catequese, no Instituto Pio X do Rio de Janeiro de 1957 a 1958. É Diretor e Redator de Pergunte & Responderemos, desde 1957. Sobre a pessoa e o pensamento deste ilustre beneditino escreveu muito bem o Professor Edson de Castro Homem que nos diz: 'De fala mansa, é vigoroso no que diz. De tom suave, é sonante no que defende. Convence pelos argumentos e não pela retórica. Insiste na concisão e no necessário, sem resvalar-se na prolixidade e na repetição. Põe a inteligência a serviço do ensino e sobretudo da difusão da fé...
Pensador do século XX, debateu-se contra o fideísmo e o ceticismo, contra o relativismo e o dogmatismo, contra o niilismo e o fundamentalismo em vários autores e tendências do pensamento...Conseguiu permanecer fiel não só à metafísica, mas também à teoria do conhecimento tomista, admitindo os limites da razão em face à fé, reconhecendo a superioridade desta, mas sem humilhar nem desqualificar a razão num 'cogito' fechado ao ser e à transcendência porque o vê aberto e capaz de conhecer a verdade revelada e de refletir toda a realidade inclusive o Mistério'. Tomás era dominicano com espírito beneditino e D. Estevão é beneditino com espírito dominicano. Há quase 50 anos [desde 1957] este amigo e incansável monge publicou sozinho, mensalmente, a revista Pergunte & Responderemos, que a muitos tem ajudado no fortalecimento da fé cristã. Como Tomás de Aquino, D. Estevão não se vale do argumento de autoridade da verdade de fé para convencer, senão que pelo trilho da razão, aproxima o interlocutor ao conteúdo da fé. Nele vemos o labor de conciliar a fé e a razão. Talvez este tenha sido o seu grande trabalho ao longo destas quase cinco décadas. Mas o grande exemplo é a coerência no ideal de vida cristã. Que Deus o recompense pelo imenso trabalho prestado em favor de todos os que tem sede de Sabedoria...e Saudade de Deus.
Agora que partiu para a Casa do Pai, o Senhor o acolha na glória, em companhia da Toda Santa Virgem Maria, de todos os santos monges e santos teólogos que ilustraram e defenderam a fé da Igreja para o bem do rebanho de Cristo!

Requiescat In Pax!

Homenagem Blog do Welinton Silva.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Iniciam atividades da 46ª Assembléia Geral da CNBB


46ª Assembléia Geral da CNBB inicia seus trabalhos nesta quarta-feira, 2, em Itaici, Indaiatuba (SP), com uma celebração às 8h15, presidida por Dom Geraldo Lyrio Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Esta é a primeira Assembléia conduzida pela nova presidência da CNBB, eleita no ano passado, Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana (MG), Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus (AM) e Dom Dimas Lara Barbosa, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro.
Estão presentes 302 Bispos de todo Brasil, o Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, além de administradores apostólicos (padres que administram dioceses que estão sem bispos), Secretários Regionais da CNBB, assessores, funcionários e convidados, totalizando 420 participantes.
Nesta manhã os Bispos farão duas sessões, na primeira, Dom Geraldo apresentará o relatório das atividades da Conferência do último ano. Já na segunda sessão, os bispos aprovarão as pautas e as comissões de trabalho da Assembléia.
Os trabalhos seguem na parte da tarde, quando através de duas sessões serão apresentadas aos Bispos a Análise de Conjuntura social, política e econômica e, Análise de Conjuntura eclesial. Esta será feita pelo Arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do CELAM, Dom Raymundo Damasceno.
As atividades do primeiro dia serão encerradas com a Celebração Eucarística às 18 horas, presidida pelo Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri.

Liliane Borges
Indaiatuba (SP)

domingo, 23 de março de 2008

FELIZ PÁSCOA!

A você, neste tempo:
desejo que a vida seja plena em Ti.
Que a Luz do ressuscitado resplandeça no seu coração.
Enfim, que o amor ressuscite em sua vida.
Com os meus sinceros votos de Feliz Páscoa !
Um forte abraço!
Welinton Silva.

domingo, 16 de março de 2008

Minha “política” é o Evangelho!


“Aqueles que não gostam da política são governados por aqueles que gostam.” Trata-se de um pensamento que expressa a realidade deturpada daquilo que chamamos de “política”. Palavras como corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, desvio de verbas públicas, cargos comissionados, nepotismo parecem estar associadas ao exercício do poder tantos são os escândalos que vemos todos os dias. No exercício da política, muitos são aqueles que trocam os interesses do povo pelos negócios escusos e sorrateiros dos partidos ou mesmo pessoais. Infelizmente, muitos daqueles que deveriam defender a causa dos pobres acabam traindo-os, quando afugentam dinheiro público em benefício próprio. Compram-se casas, adquirem-se carros, pagam-se viagens, constroem-se hospitais, aumentam-se alqueires de fazendas, inauguram-se contas no exterior “financiadas” por nós, contribuintes. De eleitores, nos transformamos em mantenedores do luxo, das frivolidades e da vida fácil na política, desde a federal à municipal. É triste avaliar, mas, em vários setores governamentais, a política tornou-se sinônimo de corrupção.
Assumir a verdadeira política é uma vocação humana e social visando o bem comum. Antes de pertencer a um determinado partido, muitos políticos deveriam pertencer ao povo que os confia e delega um mandato. Ele é outorgado pela população civil. A história comprova que não poucas vezes por detrás dos títulos de presidente, senador, governador, deputado, prefeito e vereador estão as histórias de tantos Joãos e Marias oprimidos pela fábula do poder, ludibriados pela esperança nas promessas feitas em palanques e massacrados pela pobreza cotidiana que perdura e cresce. Trair a estes pequeninos e se enriquecer às suas custas são o mesmo que ferir o coração do Pai Eterno.
O atual sistema tem feito os ricos cada vez mais ricos e os pobres infinitamente mais pobres, tanto é que, abaixo dos pobres, já existem os “miseráveis”, uma, por assim dizer, “sub-raça” de homens que matam a fome e acabam não vivendo como merecem: pessoas que não têm o que comer, o que vestir nem onde morar. Estes últimos são os filhos diretos da miséria imerecida e das doenças negligenciadas pelo poder público: dengue, febre amarela, cólera, leptospirose, diarréia, desnutrição e malária, capazes de matar 226 brasileiros por dia. Um total de 82,5 mil mortes por ano como conseqüência explícita do abandono e do descaso público em relação à saúde. Muitas das pessoas mais próximas de mim já contraíram dengue. Estou na fila dos que em breve vão começar a sentir estes sintomas do descaso público.
No exercício presbiteral, tenho sofrido com o sofrimento do povo. Pessoas acorrem ao Santuário e partilham suas experiências de dor e de indignação política. Candidatos que tiram o último centavo para fazer um concurso público já previamente definido antes mesmo das provas serem realizadas; usuários vexados com o descaso do transporte coletivo tanto na qualidade quanto na segurança; romeiros que pagam impostos e não têm direito a um ônibus direto para o Santuário; mães e pais de família que suam durante o dia para serem baleados após um dia de serviço. Onde está a segurança pública, a educação, a assistência social, a saúde de qualidade?
No meio disso tudo, me resta uma fresta de esperança. Que as pessoas pensem nas outras! Que o egoísmo seja deixado de lado! Que o bem comum seja colocado como centro das atenções do poder público! Que ninguém aproveite das oportunidades mais sutis para se colocar como “bonzinho” usando a imagem dos que lutam pelo bem comum!
Vamos rezar pelos nossos políticos. A tentação do poder que corrompe e não se traduz em serviço está na alma de todo ser que respira. Até o Cristo foi tentado pelo Diabo! Como não seria com aqueles que estão diante dos oásis financeiros das oportunidades de se enriquecerem facilmente?! Rezemos e não fiquemos calados diante deste mundo sem Deus! Digo com clareza que O EVANGELHO É A MINHA POLÍTICA!

Pe. Robson de Oliveira Pereira é C.Ss.R., missionário redentorista, reitor da Basílica de Trindade e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

São Clemente Maria Hofbauer



Ontem (15/03), recordamos o testemunho de vida de São Clemente, que nasceu na Áustria, no ano de 1751. Nascido numa família muito pobre, perdeu o pai ainda criança, quando então, sua piedosa mãe disse-lhe com franqueza sobre a Paternidade de Deus e declarou: "Procura andar sempre no caminho que seja agradável a Deus".

Todas as palavras da mãe foram tão férteis no coração de Clemente, que ele sempre andou nos caminhos de Jesus. Depois de muito trabalho e sofrimento, conseguiu cursar Filosofia, Teologia e, logo, foi ordenado padre missionário dos Redentoristas.

São Clemente Maria, como sacerdote, partiu para a Alemanha e tornou-se um grande evangelizador, e por fazer o bem com tanto ardor a Igreja local tornou-se centro e fonte de vida espiritual, já que as confissões aumentavam e muitos se convertiam. Confiante na Divina Providência, construiu conventos, asilos e outras manifestações do Evangelho, as quais atraíram o coração de muitos, inclusive dos austríacos.

Clemente, grande pregador e confessor, morreu com 70 anos de idade e, no Céu está intercedendo pela Nova Evangelização que agora cabe a todos nós.

São Clemente Maria Hoffbauer, rogai por nós!