sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O Marco da Paz em Aparecida


Um sino de bronze de 500 kg foi entregue na cidade de Aparecida, a 167 km de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (21). O monumento faz parte do Marco da Paz e ficará suspenso em um suporte de concreto a 10 metros de altura na entrada da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Com apoio da Associação Comercial de São Paulo e parceria da iniciativa privada, o Marco da Paz em Aparecida é o terceiro no estado - o primeiro foi construído no Páteo do Colégio, no Centro de São Paulo, e outro na Lapa, na Zona Oeste. Esse tipo de monumento já foi construído em várias partes do mundo, como Argentina, Costa Rica, México. O Marco da Paz é o único no gênero e mostra a necessidade de manutenção da Paz. O monumento é composto por um arco simbolizando a união dos povos, tendo ao seu centro um sino e uma pomba, anunciando o entendimento da paz.

Welinton Silva

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Aquecimento Global


Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento de poluentes, principalmente de gases derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, gás carbônico e monóxido de carbono, principalmente) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Conseqüências do aquecimento global
-Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
-Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta;
-Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
-Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.
Protocolo de Quioto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Welinton Silva

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ouro para João do Pulo


No dia 18 de setembro de 1979, em San Juan, Porto Rico, João do Pulo tornou-se bicampeão pan-americano de salto triplo com 17,27m e também campeão de salto em distância com 8,18m. Para o atleta, as medalhas eram apenas treinos para seu maior sonho: as Olimpíadas de Moscou, na ex-URSS, em 1980. Nascido em 1954, em São Paulo o atleta João do Pulo morreu no dia 30.5.1999.

Welinton Silva

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Golpe derruba Perón


No dia de ontem, 16 de setembro, fez-se memoria do golpe militar de 1955 na Argentina. No qual aconteceu a deposição de Juan Domingo Perón (foto), presidente da Argentina. Após sucessivas crises durante três anos, a chamada "revolução da libertação", liderada pelo exército e apoiada pela Igreja, derruba Perón, que segue exilado para a Espanha.

Welinton Silva

sábado, 15 de setembro de 2007

O Facismo e sua simpatia Católica


Em 15 de setembro de 1943, Benito Mussolini anunciara a criação do Partido Fascista. Mussolini formou-se politicamente no socialismo. Após sua expulsão do Partido Socialista, funda o movimento fascista. O fascismo é uma doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini na Itália, a partir de 1919, e durante seu governo (1922–1943 e 1943–1945). Fascismo deriva de fascio, nome de grupos políticos ou de militância que surgiram na Itália entre fins do século XIX e começo do século XX; mas também de fasces, que nos tempos do Império Romano era um símbolo dos magistrados: um machado cujo cabo era rodeado de varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo. Os fascistas italianos também ficaram conhecidos pela expressão camisas negras, em virtude do uniforme que utilizavam. Um de seus tópicos mais controversos é o relacionamento entre os movimentos fascistas e o Cristianismo, particularmente a Igreja Católica Romana. A encíclica do Papa Leão XIII de 1891, Rerum Novarum anticipou muito da doutrina que se tornou conhecida como fascismo. Quarenta anos depois, as tendências corporativas de Rerum Novarum foram ressaltadas pela encíclica do Papa Pio XI em 25 de Maio de 1931 Quadragesimo Anno que reafirmou a hostilidade de Rerum Novarum face à competição desordenada e à luta de classes. No início dos anos 20 do século XX, o partido católico na Itália (Partito Popolare) estava prestes a formar uma coligação com o partido reformador que poderia ter estabilizado a política italiana e frustrando o golpe projetado por Mussolini. A 2 de Outubro de 1922, o Papa Pio XI fez circular uma carta ordenando ao clero que não se identificasse com o Partito Popolare, mas que ficasse neutral, uma ação que iria enfraquecer o partido e sua aliança contra Mussolini. No seguimento da ascenção de Mussolini ao poder, o secretário de estado do Vaticano encontrou-se com Il Duce no início de 1923 e concordou em dissolver o Partito Popolare, que Mussolini viu como um obstáculo ao domínio fascista. Em troca, os fascistas fizeram garantias quanto à educação e instituições católicas. Em 1924, no seguimento do assassínio do líder do Partido Socialista por fascistas, o Partito Popolare juntou-se ao partido socialista na exigência de que o rei demitisse Mussolini como primeiro-ministro, e afirmou o desejo de formar um governo de coligação. Pio XI respondeu ao avisar contra os perigos de uma coligação entre católicos e socialistas. O Vaticano ordenou que todos os padres deixassem quaisquer posições que tivessem no "Partito Populare", abandonando-o. Esta posição da Igreja levou à desintegração do partido nas áreas rurais, onde o partido dependia da condescendência clerical. O Vaticano estabeleceu subsequentemente a Ação Católica como uma organização não política sob o controlo direto dos bispos. A organização foi proibida pelo Vaticano de participar na política e deste modo não lhe era permitida opor-se ao regime fascista. Pio XI ordenou a todos os católicos que se juntassem à Ação Católica. Isto resultou em centenas de milhares de católicos italianos terem deixado o Partito Popolare, aderindo ao à Ação Católica apolítica. Foi o colapso do partido católico. Quando Mussolini ordenou o fecho da Ação Católica em Maio de 1931, Pio XI emitiu uma encíclica, Non abbiamo bisogno. Este documento afirma a oposição da igreja católica à dissolução e argumenta que aquela ordem de Mussolini tinha "desmascarado as intenções pagãs do Estado fascista". Sob pressão internacional, Mussolini decidiu o compromisso com os católicos e a Ação Católica foi salva. O Vaticano por exemplo, foi dado pelo Tratado de Latrão, assinado por Benito Mussolini e o Papa Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929. Para além das semelhanças doutrinais, há a assinalar que as relações entre a Igreja católica e os movimentos fascistas foram muito próximas. por exemplo, na Eslováquia, o ditador fascista foi um monsenhor católico. Na Croácia, os Ustaše fascistas identificaram-se a si mesmos como um movimento católico. Estes regimes têm sido vistos como exemplos de fascismo clerical. Que seus erros não se espalhem pelo mundo.

Welinton Silva

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Venerável Maria Celeste Crostarosa


Hoje, dia 14 de Setembro a OSSR e CSSR celebram juntas a memória da Venerável Maria Celeste Crostarosa (1696-1755), Júlia Crostarosa era seu nome civil. Ela nasceu em Nápoles em 1696. Tornou-se Carmelita aos 21 anos, tendo se transferido para o Mosteiro das Irmãs da Visitação em Scala no ano de 1723. Em 1725 a Irmã Júlia teve 40 dias de revelações sobre a fundação de um novo instituto religioso feminino e sobre a regra que deveria seguir. Em 1731 a nova regra foi aceita pelas monjas e passaram a formar a nova Ordem das Irmãs do Santíssimo Salvador ocasião em que Júlia tomou o nome de Irmã Celeste do Santíssimo Salvador. Maria Celeste teve uma nova série de visões sobre a fundação de um instituto religioso masculino. Por causa de brigas internas no mosteiro de Scala, Maria foi obrigada a se retirar daquele mosteiro e com duas de suas Irmãs fundou a Ordem das Irmãs do Santíssimo Redentor. Maria tornou-se grande amiga de São Geraldo Magela. Faleceu em 14 de setembro de 1755. O processo de beatificação da Irmã Maria Celeste Crostarosa foi iniciado em 1987.
Venerável Maria Celeste Crostarosa: Rogai por Nós!

Welinton Silva

A Mídia eclesial na Polônia


A Polônia, país do saudoso Papa João Paulo II agora, Bem aventurado da igreja tem em seu seio uma cultura profundamente católica. 90% da população polonesa se declaram católica. Com isso o poder de influencia da Igreja Católica também é muito grande, tendo em suas mãos os maiores meios de comunicação do país. A Congregação do Santíssimo Redentor, Província de Varsóvia é proprietária da Rádio Maria, fundada e dirigida pelo Missionário Redentorista Pe. Tadeusz Rydzyk. Nos últimos dias Pe. Rydzyk tem sido alvo de criticas e comentários da imprensa internacional. Suas declarações não agradaram a defesa dos judeus. Elio Gaspari, jornalista e colunista de vários veículos de comunicação do país publicou a poucos dias um artigo intitulado “Bento XVI e o padre polonês anti-semita”. Além de criticar severamente Pe. Tadeusz, Gaspari comenta fatos do Holocausto e defende com veemência os Judeus que possivelmente perderam a vida em Auschwitz. Mas as criticas não se justificam somente pelas acusações de anti-semitismo. As criticas do Pe. Tadeusz Incomodam aos controladores da economia mundial: os judeus. Rydzyk tem a seu favor a comunicação social, capaz de manipular os destinos de uma nação. Para entendermos Pe. Tadeusz cabe a nós observar a história. Em 1991, ele criou, em Toruń, a Radio Maryja, o jornal Nasz Dziennik e mais recentemente a TV Trwam. Sua última criação é a Faculdade de Cultura Social e "Mediática" (comunicação social), onde pretende formar os futuros jornalistas polacos dentro do seu espírito e visão social e política. A notícia do dia é de que Rydzyk conseguiu entrar na lista de investimentos da União Européia para equipar sua Faculdade, na ordem de 15,3 milhões de Euros. A pergunta do jornal "Gazeta Wyborcza", opositor de Rydzyk, é de como o padre conseguiu essa proeza, passando na frente de universidade centenárias da Polônia. Tem, mais uma vez, cheiro de favorecimento do governo Kaczyński, o qual, para muitos, só foi eleito com os votos dos católicos fiéis aos "ensinamentos" do Padre Rydzyk, através de sua rádio Maryja. Os dois partidos de direita PiS (Direito e Justiça) e LPR (Liga da Fámília Polaca), no poder, seguem a cartilha de Rydzyk. Tadeusz Rydzyk, semanas atrás foi recebido em audiência especial, no Vaticano, pelo Papa Bento XVI. A conversa com o papa reacendeu as preocupações do rabino de Roma, que vê nessa aproximação com o padre, um retrocesso nas relações interreligiosas iniciadas pelo Papa João Paulo II. O rabino judeu lembrou que o Papa polaco visitou a sinagoga de Jerusalém (a primeira visita de um papa na história) e pediu perdãos aos judeus pelos erros cometidos pela Igreja Católica Apostólica Romana. Me entristece a falta de fraternidade do rabino que parece desconhecer a denominação á qual o padre redentorista polonês pertence. Sendo católico, defende com veemência os direitos e valores da instituição a qual está intimamente ligado pelas ordens sacras. Sinceramente, não acredito nas afirmações de que tais criticas estejam sendo levantadas somente por suspeitas de anti-semitismo. Elas se esbarram em questões de ordem política, econômica e cultural. O temor internacional é de que a Igreja possa voltar a ter seu poder temporal sobre o estado, agora de maneira indireta. A verdade é que Tadeusz Rydzyk impressiona a todos com sua ascensão midiática na Polônia. No encontro do Padre Rydzyk com Bento XVI, o Papa abençoou os projetos e as atividades dos meios de comunicação social católicas na Polônia. Tudo sob a “batuta” do maestro da opinião publica polonesa, Pe. Tadeusz Rydzyk, CSsR.

Welinton Silva