As emissoras católicas TV Canção Nova e TV Aparecida se uniram para realizar pela primeira vez um debate com os candidatos à presidência do Brasil. Marcado para o dia 23 de agosto, o programa será transmitido ao vivo para todo o Brasil e para alguns países - um público estimado em mais de 100 milhões de espectadores. Os candidatos José Serra (PSDB), Dilma Roussef (PT), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL) confirmaram presença.
Segundo a superintendente da TV Canção Nova, Ana Paula Guimarães, a proposta do programa é oferecer oportunidade aos candidatos para tratarem de assuntos de interesse do público católico, além de temas relevantes para toda a sociedade. Assuntos como aborto, uso de células tronco embrionárias e exposição de símbolos religiosos em locais públicos farão parte da pauta que compreende ainda questões ligadas à saúde, educação, emprego, segurança pública, previdência, liberdade de imprensa, reforma agrária, entre outros. "Nosso objetivo não é estimular a discussão entre os candidatos, mas a exposição de suas ideias para oferecer subsídios ao nosso público para que escolha com maior segurança o candidato", afirma.
Com duração de duas horas, o programa, que terá como mediador o padre Antônio Cesar Moreira Miguel, diretor geral da TV Aparecida, está estruturado em quatro blocos. O primeiro bloco com perguntas feitas pelo mediador a partir de temas sorteados ao vivo. O segundo bloco terá perguntas de três jornalistas convidados pela coordenação do programa sobre temas de livre escolha. No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por representantes de pastorais e movimentos da Igreja Católica, ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que estarão na plateia. No quarto e último bloco, os candidatos respondem mais uma vez a perguntas feitas pelo mediador sobre qualquer tema sorteado ao vivo e participam do quadro "Como você resolverá o problema?", que consiste na exposição da solução para determinado problema sugerido pelo mediador. O programa termina com as considerações finais de cada candidato.
A cada pergunta, o candidato terá entre 1 minuto e 1 minuto e meio para resposta. Nos blocos 2 e 3, cada resposta será comentada por outro candidato sorteado. Haverá réplica de 1 minuto para o candidato que respondeu e tréplica de 1 minuto para o candidato que comentou.
Todo o conteúdo do programa será transmitido também via internet e nas rádios dos dois grupos de comunicação, além de outras emissoras católicas interessadas em retransmitir a programação.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Debate entre os presidenciáveis
A Rede Aparecida e Tv Canção Nova, juntas vão realizar um debate entre os candidatos a Presidência da República. Essa será a primeira vez, na história das emissoras católicas, que os presidenciáveis vão falar de seus planos de governo, ao vivo para todo o território brasileiro.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
POR QUE SOU CATÓLICO por Chesterton
A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que ...” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc.Ou posso tratar o assunto de forma pessoal e descrever minha própria conversão; acontece que tenho uma forte impressão de que esse método faz a coisa parecer muito menor do que realmente é. Homens muito melhores, em muito maior número, se converteram a religiões muito piores. Preferiria tentar dizer, aqui, coisas a respeito da Igreja Católica que não se podem dizer mesmo sobre suas mais respeitáveis rivais. Em resumo, diria apenas que a Igreja Católica é católica. Preferiria tentar sugerir que ela não é somente maior que eu, mas maior que qualquer coisa no mundo; que ela é realmente maior que o mundo. Mas, como neste pequeno espaço, disponho apenas de uma pequena seção, abordarei sua função como guardiã da verdade.
Outro dia, um conhecido escritor, muito bem informado em outros assuntos, disse que a Igreja Católica é uma eterna inimiga das novas idéias. Provavelmente não ocorreu a ele que sua própria observação não é exatamente uma nova idéia. É uma daquelas noções que os católicos têm de refutar continuamente, porque é uma idéia muito antiga. Na realidade, aqueles que reclamam que o catolicismo não diz nada novo, raramente pensam que seja necessário dizer alguma coisa nova sobre o catolicismo. De fato, o estudo real da História mostrará que isso é curiosamente contrário aos fatos. Na medida em que as idéias são realmente idéias, e na medida em que tais idéias são novas, os católicos têm sofrido continuamente por apoiarem-nas quando elas são realmente novas; quando elas eram muito novas para encontrar alguém que as apoiasse. O católico foi não só o pioneiro na área, mas o único; e até hoje não houve ninguém que compreendesse o que se tinha descoberto lá.
Assim, por exemplo, quase duzentos anos antes da Declaração de Independência e da Revolução Francesa, numa era devotada ao orgulho e ao louvor aos príncipes, o Cardeal Bellarmine e Suarez, o Espanhol, formularam lucidamente toda a teoria da democracia real. Mas naquela era do Direito Divino, eles somente produziram a impressão de serem jesuítas sofisticados e sanguinários, se insinuando com adagas para assassinarem os reis. Então, novamente, os casuístas das escolas católicas disseram tudo o que pode ser dito e que constam de nossas peças e romances atuais, duzentos anos antes de eles serem escritos. Eles disseram que há sim problemas de conduta moral, mas eles tiveram a infelicidade de dizê-lo muito cedo, cedo de dois séculos. Num tempo de extraordinário fanatismo e de uma vituperação livre e fácil, eles foram simplesmente chamados de mentirosos e trapaceiros por terem sido psicólogos antes da psicologia se tornar moda. Seria fácil dar inúmeros outros exemplos, e citar o caso de idéias que são ainda muito novas para serem compreendidas. Há passagens da Encíclica do Papa Leão sobre o trabalho [conhecida como Rerum Novarum, publicada em 1891] que somente agora estão começando a ser usadas como sugestões para movimentos sociais muito mais novos do que o socialismo. E quando o Sr. Belloc escreveu a respeito do Estado Servil, ele estava apresentando uma teoria econômica tão original que quase ninguém ainda percebeu do que se trata. E então, quando os católicos apresentam objeções, seu protesto será facilmente explicado pelo conhecido fato de que católicos nunca se preocupam com idéias novas.
Contudo, o homem que fez essa observação sobre os católicos quis dizer algo; e é justo fazê-lo compreender muito mais claramente o que ele próprio disse. O que ele quis dizer é que, no mundo moderno, a Igreja Católica é, de fato, uma inimiga de muitas modas influentes; muitas delas ainda se dizem novas, apesar de algumas delas começarem a se tornar um pouco decadentes. Em outras palavras, na medida em que diz que a Igreja freqüentemente ataca o que o mundo, em cada era, apóia, ele está perfeitamente certo. A Igreja sempre se coloca contra a moda passageira do mundo; e ela tem experiência suficiente para saber quão rapidamente as modas passam. Mas para entender exatamente o que está envolvido, é necessário tomarmos um ponto de vista mais amplo e considerar a natureza última das idéias em questão, considerar, por assim dizer, a idéia da idéia.
Nove dentre dez do que chamamos novas idéias são simplesmente erros antigos. A Igreja Católica tem como uma de suas principais funções prevenir que os indivíduos comentam esses velhos erros; de cometê-los repetidamente, como eles fariam se deixados livres. A verdade sobre a atitude católica frente à heresia, ou como alguns diriam, frente à liberdade, pode ser mais bem expressa utilizando-se a metáfora de um mapa. A Igreja Católica possui uma espécie de mapa da mente que parece um labirinto, mas que é, de fato, um guia para o labirinto. Ele foi compilado a partir de um conhecimento que, mesmo se considerado humano, não tem nenhum paralelo humano.
Não há nenhum outro caso de uma instituição inteligente e contínua que tenha pensado sobre o pensamento por dois mil anos. Sua experiência cobre naturalmente quase todas as experiências; e especialmente quase todos os erros. O resultado é um mapa no qual todas as ruas sem saída e as estradas ruins estão claramente marcadas, todos os caminhos que se mostraram sem valor pela melhor de todas as evidências: a evidência daqueles que os percorreram.
Nesse mapa da mente, os erros são marcados como exceções. A maior parte dele consiste de playgrounds e alegres campos de caça, onde a mente pode ter tanta liberdade quanto queira; sem se esquecer de inúmeros campos de batalha intelectual em que a batalha está eternamente aberta e indefinida. Mas o mapa definitivamente se responsabiliza por fazer certas estradas se dirigirem ao nada ou à destruição, a um muro ou ao precipício. Assim, ele evita que os homens percam repetidamente seu tempo ou suas vidas em caminhos sabidamente fúteis ou desastrosos, e que podem atrair viajantes novamente no futuro. A Igreja se faz responsável por alertar seu povo contra eles; e disso a questão real depende. Ela dogmaticamente defende a humanidade de seus piores inimigos, daqueles grisalhos, horríveis e devoradores monstros dos velhos erros. Agora, todas essas falsas questões têm uma maneira de parecer novas em folha, especialmente para uma geração nova em folha. Suas primeiras afirmações soam inofensivas e plausíveis. Darei apenas dois exemplos. Soa inofensivo dizer, como muitos dos modernos dizem: “As ações só são erradas se são más para a sociedade.” Siga essa sugestão e, cedo ou tarde, você terá a desumanidade de uma colméia ou de uma cidade pagã, o estabelecimento da escravidão como o meio mais barato ou mais direto de produção, a tortura dos escravos pois, afinal, o indivíduo não é nada para o Estado, a declaração de que um homem inocente deve morrer pelo povo, como fizeram os assassinos de Cristo. Então, talvez, voltaremos às definições da Igreja Católica e descobriremos que a Igreja, ao mesmo tempo que diz que é nossa tarefa trabalhar para a sociedade, também diz outras coisas que proíbem a injustiça individual. Ou novamente, soa muito piedoso dizer, “Nosso conflito moral deve terminar com a vitória do espiritual sobre o material.” Siga essa sugestão e você terminará com a loucura dos maniqueus, dizendo que um suicídio é bom porque é um sacrifício, que a perversão sexual é boa porque não produz vida, que o demônio fez o sol e a lua porque eles são materiais. Então, você pode começar a adivinhar a razão de o cristianismo insistir que há espíritos maus e bons; e que a matéria também pode ser sagrada, como na Encarnação ou na Missa, no sacramento do casamento e na ressurreição da carne.
Não há nenhuma outra mente institucional no mundo que está pronta a evitar que as mentes errem. O policial chega tarde, quando ele tentar evitar que os homens cometam erros. O médico chega tarde, pois ele apenas chega para examinar o louco, não para aconselhar o homem são a como não enlouquecer. E todas as outras seitas e escolas são inadequadas a esse propósito. E isso não é porque elas possam não conter uma verdade, mas precisamente porque cada uma delas contém uma verdade; e estão contentes por conter uma verdade. Nenhuma delas pretende conter a verdade. A Igreja não está simplesmente armada contra as heresias do passado ou mesmo do presente, mas igualmente contra aquelas do futuro, que podem estar em exata oposição com as do presente. O catolicismo não é ritualismo; ele poderá estar lutando, no futuro, contra algum tipo de exagero ritualístico supersticioso e idólatra. O catolicismo não é ascetismo; ele, repetidamente no passado, reprimiu os exageros fanáticos e cruéis do ascetismo. O catolicismo não é mero misticismo; ele está agora mesmo defendendo a razão humana contra o mero misticismo dos pragmatistas. Assim, quando o mundo era puritano, no século XVII, a Igreja era acusada de exagerar a caridade a ponto da sofisticação, por fazer tudo fácil pela negligência confessional. Agora que o mundo não é puritano mas pagão, é a Igreja que está protestando contra a negligência da vestimenta e das maneiras pagãs. Ela está fazendo o que os puritanos desejariam fazer, quando isso fosse realmente desejável. Com toda a probabilidade, o melhor do protestantismo somente sobreviverá no catolicismo; e, nesse sentido, todos os católicos serão ainda puritanos quando todos os puritanos forem pagãos.
Assim, por exemplo, o catolicismo, num sentido pouco compreendido, fica fora de uma briga como aquela do darwinismo em Dayton. Ele fica fora porque permanece, em tudo, em torno dela, como uma casa que abarca duas peças de mobília que não combinam. Não é nada sectário dizer que ele está antes, depois e além de todas as coisas, em todas as direções. Ele é imparcial na briga entre fundamentalistas e a teoria da Origem das Espécies, porque ele se funda numa origem anterior àquela Origem; porque ele é mais fundamental que o Fundamentalismo. Ele sabe de onde veio a Bíblia. Ele também sabe aonde vão as teorias da Evolução. Ele sabe que houve muitos outros evangelhos além dos Quatro Evangelhos e que eles foram eliminados somente pela autoridade da Igreja Católica. Ele sabe que há muitas outras teorias da evolução além da de Darwin; e que a última será muito provavelmente eliminada pela ciência mais recente. Ele não aceita, convencionalmente, as conclusões da ciência, pela simples razão de que a ciência ainda não chegou a uma conclusão. Concluir é se calar; e o homem de ciência dificilmente se calará. Ele não acredita, convencionalmente, no que a Bíblia diz, pela simples razão de que a Bíblia não diz nada. Você não pode colocar um livro no banco das testemunhas e perguntar o que ele quer dizer. A própria controvérsia fundamentalista se destrói a si mesma. A Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo; não pode ser a base comum dos cristãos quando alguns a tomam alegoricamente e outros literalmente. O católico se refere a algo que pode dizer alguma coisa, para a mente viva, consistente e contínua da qual tenho falado; a mais alta consciência do homem guiado por Deus.
Cresce a cada momento, para nós, a necessidade moral por tal mente imortal. Devemos ter alguma coisa que suportará os quatro cantos do mundo, enquanto fazemos nossos experimentos sociais ou construímos nossas Utopias. Por exemplo, devemos ter um acordo final, pelo menos em nome do truísmo da irmandade dos homens, que resista a alguma reação da brutalidade humana. Nada é mais provável, no momento presente, que a corrupção do governo representativo solte os ricos de todas as amarras e que eles pisoteiem todas as tradições com o mero orgulho pagão. Devemos ter todos os truísmos, em todos os lugares, reconhecidos como verdadeiros. Devemos evitar a mera reação e a temerosa repetição de velhos erros. Devemos fazer o mundo intelectual seguro para a democracia. Mas na condição da moderna anarquia mental, nem um nem outro ideal está seguro. Tal como os protestantes recorreram à Bíblia contra os padres e não perceberam que a Bíblia também podia ser questionada, assim também os republicanos recorreram ao povo contra os reis e não perceberam que o povo também podia ser desafiado. Não há fim para a dissolução das idéias, para a destruição de todos os testes da verdade, situação tornada possível desde que os homens abandonaram a tentativa de manter uma Verdade central e civilizada, de conter todas as verdades e identificar e refutar todos os erros. Desde então, cada grupo tem tomado uma verdade por vez e gastado tempo em torná-la uma mentira. Não temos tido nada, exceto movimentos; ou em outras palavras, monomanias. Mas a Igreja não é um movimento e sim um lugar de encontro, um lugar de encontro para todas as verdades do mundo.
G. K. Chesterton
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Primeiro dia da festa de Trindade 2010
Às 5h da manhã de hoje (25.06) A cidade de Trindade acordou mais festiva. Com uma alvorada musical e ao som de fogos de artifícios toda a população se dirigiu a praça do santuário velho para dar inicio a primeira procissão da penitencia na Romaria 2010Cerca de 7 mil fiéis vindos da capital e de diversas cidades do estado e fora dele participaram da manifestação de fé pela manhã que se encerrou com a santa missa no Santuário Basílica.
Também pela manhã saiu do trevo de acesso a rodovia dos em Goiânia, a romaria dos militares,este é um fato que já acontece a cerca de quatro anos,onde o destacamento do Exercito de Goiania,convida a todos os militares para caminharem também no sentido de fazer a vontade do pai e dar uma demonstração de Fe e solidariedade. militaresJá estão neste momento (8:30h) participando de uma celebração presidida por nosso Bispo Aquidiocesano D.washington Cruz o destacamento do exercito e os militares que vieram em peregrinação do trevo de Goiânia.Este evento que já dura 4 anos é uma iniciativa do ministério da defesa e do ordinariato militar para o Brasil,que inclusive tem um trabalho muito bonito de assistência espiritual aos militares,que vivem em constante pressão em virtude de uma sociedade corrompida pela ausência das praticas religiosas.
No momento a situação aqui e tranqüila,trabalhadores ainda estão dando os ultimos retoques para que a festa aconteça dentro da normalidade esperada.O Santuario Basilica fica num local privilegiado,alto,de onde se tem uma vista maravilhosa,de onde se pode ver ao longe as pessoas chegando de todos lados,como quando Jesus,subia aos montes para pregar e podia ser ver pessoas vindo para ouvi-lo.
história
Neste ano de 2010 a romaria de Trindade completa seus 170 anos. A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira, que vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininhas das Flores.
Também pela manhã saiu do trevo de acesso a rodovia dos em Goiânia, a romaria dos militares,este é um fato que já acontece a cerca de quatro anos,onde o destacamento do Exercito de Goiania,convida a todos os militares para caminharem também no sentido de fazer a vontade do pai e dar uma demonstração de Fe e solidariedade. militaresJá estão neste momento (8:30h) participando de uma celebração presidida por nosso Bispo Aquidiocesano D.washington Cruz o destacamento do exercito e os militares que vieram em peregrinação do trevo de Goiânia.Este evento que já dura 4 anos é uma iniciativa do ministério da defesa e do ordinariato militar para o Brasil,que inclusive tem um trabalho muito bonito de assistência espiritual aos militares,que vivem em constante pressão em virtude de uma sociedade corrompida pela ausência das praticas religiosas.
No momento a situação aqui e tranqüila,trabalhadores ainda estão dando os ultimos retoques para que a festa aconteça dentro da normalidade esperada.O Santuario Basilica fica num local privilegiado,alto,de onde se tem uma vista maravilhosa,de onde se pode ver ao longe as pessoas chegando de todos lados,como quando Jesus,subia aos montes para pregar e podia ser ver pessoas vindo para ouvi-lo.
história
Neste ano de 2010 a romaria de Trindade completa seus 170 anos. A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira, que vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininhas das Flores.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Padre Robson lança oficialmente a Romaria do Divino Pai Eterno
O reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Pe. Robson de Oliveira, concedeu na manhã desta quarta-feira, 23, coletiva à imprensa, marcando o lançamento oficial da Romaria de Trindade. O evento, que terá início nesta sexta-feira, 25, tem expectativa de público superior a 2 milhões de fiéis, que irão a Capital da Fé comemorar o jubileu de 170 anos de Romaria. A celebração da data especial será marcada ainda pelo lançamento de selo comemorativo pelos Correios.
Na coletiva, o reitor fez breve resgate histórico da trajetória da Romaria do Divino Pai Eterno, ressaltando o trabalho que tem sido realizado no sentido de ampliar a devoção para todo o País: o Pe. Robson já levou, neste ano, a Imagem Peregrina às cidades de São Luis (MA) e Paulínia (SP) e deve, até o fim do ano, levá-la a outros nove municípios brasileiros.
Munido de números, ele pontuou alguns dados interessantes como a utilização de 1 milhão de hóstia, o apoio de 2 mil voluntários e a distribuição de 10 mil refeições para os colaboradores. Questionado sobre o tema da Festa deste ano, “Fazer a Vontade do Pai”, o sacerdote frisou que esta mensagem carrega um sentido profundo. Ela, segundo ele, chama a atenção de todos que querem a felicidade em suas vidas, amparados pelo amor do Pai Eterno.
Na coletiva, o reitor fez breve resgate histórico da trajetória da Romaria do Divino Pai Eterno, ressaltando o trabalho que tem sido realizado no sentido de ampliar a devoção para todo o País: o Pe. Robson já levou, neste ano, a Imagem Peregrina às cidades de São Luis (MA) e Paulínia (SP) e deve, até o fim do ano, levá-la a outros nove municípios brasileiros.
Munido de números, ele pontuou alguns dados interessantes como a utilização de 1 milhão de hóstia, o apoio de 2 mil voluntários e a distribuição de 10 mil refeições para os colaboradores. Questionado sobre o tema da Festa deste ano, “Fazer a Vontade do Pai”, o sacerdote frisou que esta mensagem carrega um sentido profundo. Ela, segundo ele, chama a atenção de todos que querem a felicidade em suas vidas, amparados pelo amor do Pai Eterno.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Padre Robson concederá coletiva de abertura da Festa de Trindade
O reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Pe. Robson de Oliveira, concederá coletiva à imprensa amanhã, dia 23, às 8h30, na sede do Santuário em Trindade. O objetivo da coletiva é passar todas as informações sobre a maior festa religiosa da região Centro-Oeste, que começa no dia 25 de junho e vai até o dia 04 de julho.Na coletiva, Pe. Robson falará sobre a importância da festa, as novidades deste ano, o lançamento do selo comemorativo, a íntegra da programação, as precauções que os romeiros precisam ter, a expectativa da coordenação e todas as informações sobre o crescimento da devoção no Brasil.
Neste ano, o tema do evento, “Fazer a Vontade do Pai Eterno”, tem o objetivo de mostrar aos romeiros o quanto é importante a comunhão e o amor ao Divino Pai Eterno. Um dos destaques desta edição é a comemoração dos 170 anos da devoção, que começou em 1840 com o casal Constantino e Ana Rosa.
Além da Festa do Divino Pai Eterno em Trindade, o Santuário Basílica, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), também realiza em 2010 visitas peregrinas da Imagem, em várias partes do Brasil, para comemoração dos 170 anos. A primeira ocorreu, no mês de maio, em São Luís do Maranhão, e reuniu 40 mil pessoas. No dia 13 de junho, a Imagem foi para a cidade de Paulínia-SP e cerca de 30 mil pessoas participaram da missa presidida pelo Pe. Robson. Também receberão a visita da turnê dos 170 anos as cidades do Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina, Curitiba, Porto Alegre e São José do Rio Preto.
Mesmo com os jogos da Copa do Mundo, a expectativa de público para a Romaria 2010 em Trindade é de mais de 2 milhões de pessoas nos 10 dias do evento. Na programação especial, constam a 7ª Romaria Arquidiocesana a Trindade, a Romaria dos carros de boi, a Missa dos Carreiros, as novenas diárias e a missa com os “romeirinhos” (crianças).
Dimensões fundamentais da descrição de pessoa
Não se pretende aqui apresentar mais uma definição de pessoa, mas descrever as suas características básicas. São estas descrições as utilizadas pela teologia nas últimas décadas. Partimos de dois aspectos básicos constitutivos do ser pessoal: a interiorização ou imanência e a abertura ou transcendência.
A interiorização ou imanência é a dimensão pela qual a pessoa deve estar centrada em si própria, sendo orientada pela própria interioridade. Seu desdobramento se dá a partir da autopossessão; da liberdade e responsabilidade e da perseidade.
- Autopossessão: conforme o próprio termo descreve, na autopossessão a pessoa se pertence, possui autonomia em seu ser. Sendo assim a pessoa não é propriedade do outro, não atentando contra a dignidade da pessoa.
- Liberdade e responsabilidade: a pessoa é capaz de escolher determinados valores por si mesma, a partir de si mesma. A pessoa é chamada a autodecidir, a optar. É chamada a ser livre. Conseqüentemente o ato de decisão e opção leva o exercício da responsabilidade frente ao que foi decidido e a opção feita. A pessoa não se torna objeto de manipulação.
- “Perseidade”: neste aspecto, a pessoa tem em si mesma a sua própria finalidade. No seu agir a pessoa se auto-realiza como ser pessoal. Por isso a pessoa não deve ser medida com critérios meramente utilitários. Assim a pessoa não se torna objeto ou instrumento para ser usado e depois deixado de lado.
Estes conceitos de autopertença, liberdade e auto-pertença, perseidade constituem os aspectos básicos da dimensão de imanência própria à pessoa. Esta imanência é a dimensão mais sublinhada pela tradição clássica.
Interessante perceber que da dignidade do ser da pessoa brota uma crítica radical contra as múltiplas formas antigas e modernas de escravidão, de manipulação e de instrumentalização de pessoas concretas, de grupos sociais e de povos igualmente concretos. Todo tipo de atentado contra a dignidade do ser humano também desumaniza aqueles que escravizam, manipulam e coisificam outros seres humanos. A indignação pessoal frente a essas realidades deve antes implicar em um compromisso na luta por outra sociedade possível, com estruturas renovadas e que estejam a serviço da humanização do homem não obstruindo este cominho de redenção. Este é o objetivo da Igreja quando incentiva o compromisso cristão com a construção de uma sociedade mais justa e mais solidária.
A pessoa é também convidada a desenvolver sua dimensão de abertura ou transcendência. A compreensão desta dimensão se dá quando a reflexão parte do principio de que a pessoa só pode ser verdadeiramente ela mesma quando se autotranscende. Esta dimensão abrange os seguintes aspectos fundamentais: de abertura ao mundo, abertura aos outros e abertura a Deus.
- Abertura ao mundo: A pessoa humana encarnada faz parte também do mundo natural. É criatura entre criaturas, unida a todas as outras numa solidariedade fundamental. A pessoa humana, imagem de Deus é chamada a trabalhar o mundo para transformá-lo em morada digna de toda a humanidade. Esse relacionamento deve ser vivido responsavelmente, perfilado do respeito às leis que regem o dinamismo do ecossistema do qual o homem é parte. Deve-se buscar ter duas atitudes para esta abertura ao mundo: a de transformação responsável do mundo e percepção de seu caráter simbólico não utilitário. O respeito para com a criação é primordial para reconhecermos a face de Deus na obra criada.
- Abertura aos outros: Este aspecto básico do ser pessoal foi bastante descuidado na elaboração da visão clássica de pessoa. A liberdade, autonomia e autofinalidade da pessoa se realizam na relação, no diálogo, no encontro, na abertura aos outros seres pessoais. Sair-de-si para o encontro é um dado constitutivo da pessoa.
- Abertura a Deus: Este é o aspecto mais fundamental da pessoa. É também o que a Sagrada Escritura privilegia. O teólogo Garcia Rubio afirma que “Deus estabelece uma relação dialógica com o ser humano; só o ser humano pode falar com Deus e aceitar a sua proposta. A relação com Deus, relação única e exclusiva, faz de cada indivíduo humano uma pessoa e não apenas mais um indivíduo da espécie humana.” (Garcia Rubio, p. 252, 1989). Pode-se observar que é em Jesus Cristo que se apresenta a extraordinária dignidade de cada ser humano concreto. Na pessoa de Jesus percebemos como a pessoa se realiza sobretudo na relação com o Tu divino, um Deus certamente com características pessoais. A orientação para Deus é a dimensão mais íntima e radical de toda criatura. Parafraseando Walter Kasper no seu livro Jesus, El Cristo, para a fé cristã o homem é pessoa acima de tudo porque é capaz de responder a Deus, de dialogar com Ele e de aceitar a sua proposta. Entre a pessoa humana e Deus existe uma relação única, própria, exclusiva e irrepetível.
Fr. Welinton Silva, C.Ss.R.
A interiorização ou imanência é a dimensão pela qual a pessoa deve estar centrada em si própria, sendo orientada pela própria interioridade. Seu desdobramento se dá a partir da autopossessão; da liberdade e responsabilidade e da perseidade.
- Autopossessão: conforme o próprio termo descreve, na autopossessão a pessoa se pertence, possui autonomia em seu ser. Sendo assim a pessoa não é propriedade do outro, não atentando contra a dignidade da pessoa.
- Liberdade e responsabilidade: a pessoa é capaz de escolher determinados valores por si mesma, a partir de si mesma. A pessoa é chamada a autodecidir, a optar. É chamada a ser livre. Conseqüentemente o ato de decisão e opção leva o exercício da responsabilidade frente ao que foi decidido e a opção feita. A pessoa não se torna objeto de manipulação.
- “Perseidade”: neste aspecto, a pessoa tem em si mesma a sua própria finalidade. No seu agir a pessoa se auto-realiza como ser pessoal. Por isso a pessoa não deve ser medida com critérios meramente utilitários. Assim a pessoa não se torna objeto ou instrumento para ser usado e depois deixado de lado.
Estes conceitos de autopertença, liberdade e auto-pertença, perseidade constituem os aspectos básicos da dimensão de imanência própria à pessoa. Esta imanência é a dimensão mais sublinhada pela tradição clássica.
Interessante perceber que da dignidade do ser da pessoa brota uma crítica radical contra as múltiplas formas antigas e modernas de escravidão, de manipulação e de instrumentalização de pessoas concretas, de grupos sociais e de povos igualmente concretos. Todo tipo de atentado contra a dignidade do ser humano também desumaniza aqueles que escravizam, manipulam e coisificam outros seres humanos. A indignação pessoal frente a essas realidades deve antes implicar em um compromisso na luta por outra sociedade possível, com estruturas renovadas e que estejam a serviço da humanização do homem não obstruindo este cominho de redenção. Este é o objetivo da Igreja quando incentiva o compromisso cristão com a construção de uma sociedade mais justa e mais solidária.
A pessoa é também convidada a desenvolver sua dimensão de abertura ou transcendência. A compreensão desta dimensão se dá quando a reflexão parte do principio de que a pessoa só pode ser verdadeiramente ela mesma quando se autotranscende. Esta dimensão abrange os seguintes aspectos fundamentais: de abertura ao mundo, abertura aos outros e abertura a Deus.
- Abertura ao mundo: A pessoa humana encarnada faz parte também do mundo natural. É criatura entre criaturas, unida a todas as outras numa solidariedade fundamental. A pessoa humana, imagem de Deus é chamada a trabalhar o mundo para transformá-lo em morada digna de toda a humanidade. Esse relacionamento deve ser vivido responsavelmente, perfilado do respeito às leis que regem o dinamismo do ecossistema do qual o homem é parte. Deve-se buscar ter duas atitudes para esta abertura ao mundo: a de transformação responsável do mundo e percepção de seu caráter simbólico não utilitário. O respeito para com a criação é primordial para reconhecermos a face de Deus na obra criada.
- Abertura aos outros: Este aspecto básico do ser pessoal foi bastante descuidado na elaboração da visão clássica de pessoa. A liberdade, autonomia e autofinalidade da pessoa se realizam na relação, no diálogo, no encontro, na abertura aos outros seres pessoais. Sair-de-si para o encontro é um dado constitutivo da pessoa.
- Abertura a Deus: Este é o aspecto mais fundamental da pessoa. É também o que a Sagrada Escritura privilegia. O teólogo Garcia Rubio afirma que “Deus estabelece uma relação dialógica com o ser humano; só o ser humano pode falar com Deus e aceitar a sua proposta. A relação com Deus, relação única e exclusiva, faz de cada indivíduo humano uma pessoa e não apenas mais um indivíduo da espécie humana.” (Garcia Rubio, p. 252, 1989). Pode-se observar que é em Jesus Cristo que se apresenta a extraordinária dignidade de cada ser humano concreto. Na pessoa de Jesus percebemos como a pessoa se realiza sobretudo na relação com o Tu divino, um Deus certamente com características pessoais. A orientação para Deus é a dimensão mais íntima e radical de toda criatura. Parafraseando Walter Kasper no seu livro Jesus, El Cristo, para a fé cristã o homem é pessoa acima de tudo porque é capaz de responder a Deus, de dialogar com Ele e de aceitar a sua proposta. Entre a pessoa humana e Deus existe uma relação única, própria, exclusiva e irrepetível.
Fr. Welinton Silva, C.Ss.R.
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