segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Golpe derruba Perón


No dia de ontem, 16 de setembro, fez-se memoria do golpe militar de 1955 na Argentina. No qual aconteceu a deposição de Juan Domingo Perón (foto), presidente da Argentina. Após sucessivas crises durante três anos, a chamada "revolução da libertação", liderada pelo exército e apoiada pela Igreja, derruba Perón, que segue exilado para a Espanha.

Welinton Silva

sábado, 15 de setembro de 2007

O Facismo e sua simpatia Católica


Em 15 de setembro de 1943, Benito Mussolini anunciara a criação do Partido Fascista. Mussolini formou-se politicamente no socialismo. Após sua expulsão do Partido Socialista, funda o movimento fascista. O fascismo é uma doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini na Itália, a partir de 1919, e durante seu governo (1922–1943 e 1943–1945). Fascismo deriva de fascio, nome de grupos políticos ou de militância que surgiram na Itália entre fins do século XIX e começo do século XX; mas também de fasces, que nos tempos do Império Romano era um símbolo dos magistrados: um machado cujo cabo era rodeado de varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo. Os fascistas italianos também ficaram conhecidos pela expressão camisas negras, em virtude do uniforme que utilizavam. Um de seus tópicos mais controversos é o relacionamento entre os movimentos fascistas e o Cristianismo, particularmente a Igreja Católica Romana. A encíclica do Papa Leão XIII de 1891, Rerum Novarum anticipou muito da doutrina que se tornou conhecida como fascismo. Quarenta anos depois, as tendências corporativas de Rerum Novarum foram ressaltadas pela encíclica do Papa Pio XI em 25 de Maio de 1931 Quadragesimo Anno que reafirmou a hostilidade de Rerum Novarum face à competição desordenada e à luta de classes. No início dos anos 20 do século XX, o partido católico na Itália (Partito Popolare) estava prestes a formar uma coligação com o partido reformador que poderia ter estabilizado a política italiana e frustrando o golpe projetado por Mussolini. A 2 de Outubro de 1922, o Papa Pio XI fez circular uma carta ordenando ao clero que não se identificasse com o Partito Popolare, mas que ficasse neutral, uma ação que iria enfraquecer o partido e sua aliança contra Mussolini. No seguimento da ascenção de Mussolini ao poder, o secretário de estado do Vaticano encontrou-se com Il Duce no início de 1923 e concordou em dissolver o Partito Popolare, que Mussolini viu como um obstáculo ao domínio fascista. Em troca, os fascistas fizeram garantias quanto à educação e instituições católicas. Em 1924, no seguimento do assassínio do líder do Partido Socialista por fascistas, o Partito Popolare juntou-se ao partido socialista na exigência de que o rei demitisse Mussolini como primeiro-ministro, e afirmou o desejo de formar um governo de coligação. Pio XI respondeu ao avisar contra os perigos de uma coligação entre católicos e socialistas. O Vaticano ordenou que todos os padres deixassem quaisquer posições que tivessem no "Partito Populare", abandonando-o. Esta posição da Igreja levou à desintegração do partido nas áreas rurais, onde o partido dependia da condescendência clerical. O Vaticano estabeleceu subsequentemente a Ação Católica como uma organização não política sob o controlo direto dos bispos. A organização foi proibida pelo Vaticano de participar na política e deste modo não lhe era permitida opor-se ao regime fascista. Pio XI ordenou a todos os católicos que se juntassem à Ação Católica. Isto resultou em centenas de milhares de católicos italianos terem deixado o Partito Popolare, aderindo ao à Ação Católica apolítica. Foi o colapso do partido católico. Quando Mussolini ordenou o fecho da Ação Católica em Maio de 1931, Pio XI emitiu uma encíclica, Non abbiamo bisogno. Este documento afirma a oposição da igreja católica à dissolução e argumenta que aquela ordem de Mussolini tinha "desmascarado as intenções pagãs do Estado fascista". Sob pressão internacional, Mussolini decidiu o compromisso com os católicos e a Ação Católica foi salva. O Vaticano por exemplo, foi dado pelo Tratado de Latrão, assinado por Benito Mussolini e o Papa Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929. Para além das semelhanças doutrinais, há a assinalar que as relações entre a Igreja católica e os movimentos fascistas foram muito próximas. por exemplo, na Eslováquia, o ditador fascista foi um monsenhor católico. Na Croácia, os Ustaše fascistas identificaram-se a si mesmos como um movimento católico. Estes regimes têm sido vistos como exemplos de fascismo clerical. Que seus erros não se espalhem pelo mundo.

Welinton Silva

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Venerável Maria Celeste Crostarosa


Hoje, dia 14 de Setembro a OSSR e CSSR celebram juntas a memória da Venerável Maria Celeste Crostarosa (1696-1755), Júlia Crostarosa era seu nome civil. Ela nasceu em Nápoles em 1696. Tornou-se Carmelita aos 21 anos, tendo se transferido para o Mosteiro das Irmãs da Visitação em Scala no ano de 1723. Em 1725 a Irmã Júlia teve 40 dias de revelações sobre a fundação de um novo instituto religioso feminino e sobre a regra que deveria seguir. Em 1731 a nova regra foi aceita pelas monjas e passaram a formar a nova Ordem das Irmãs do Santíssimo Salvador ocasião em que Júlia tomou o nome de Irmã Celeste do Santíssimo Salvador. Maria Celeste teve uma nova série de visões sobre a fundação de um instituto religioso masculino. Por causa de brigas internas no mosteiro de Scala, Maria foi obrigada a se retirar daquele mosteiro e com duas de suas Irmãs fundou a Ordem das Irmãs do Santíssimo Redentor. Maria tornou-se grande amiga de São Geraldo Magela. Faleceu em 14 de setembro de 1755. O processo de beatificação da Irmã Maria Celeste Crostarosa foi iniciado em 1987.
Venerável Maria Celeste Crostarosa: Rogai por Nós!

Welinton Silva

A Mídia eclesial na Polônia


A Polônia, país do saudoso Papa João Paulo II agora, Bem aventurado da igreja tem em seu seio uma cultura profundamente católica. 90% da população polonesa se declaram católica. Com isso o poder de influencia da Igreja Católica também é muito grande, tendo em suas mãos os maiores meios de comunicação do país. A Congregação do Santíssimo Redentor, Província de Varsóvia é proprietária da Rádio Maria, fundada e dirigida pelo Missionário Redentorista Pe. Tadeusz Rydzyk. Nos últimos dias Pe. Rydzyk tem sido alvo de criticas e comentários da imprensa internacional. Suas declarações não agradaram a defesa dos judeus. Elio Gaspari, jornalista e colunista de vários veículos de comunicação do país publicou a poucos dias um artigo intitulado “Bento XVI e o padre polonês anti-semita”. Além de criticar severamente Pe. Tadeusz, Gaspari comenta fatos do Holocausto e defende com veemência os Judeus que possivelmente perderam a vida em Auschwitz. Mas as criticas não se justificam somente pelas acusações de anti-semitismo. As criticas do Pe. Tadeusz Incomodam aos controladores da economia mundial: os judeus. Rydzyk tem a seu favor a comunicação social, capaz de manipular os destinos de uma nação. Para entendermos Pe. Tadeusz cabe a nós observar a história. Em 1991, ele criou, em Toruń, a Radio Maryja, o jornal Nasz Dziennik e mais recentemente a TV Trwam. Sua última criação é a Faculdade de Cultura Social e "Mediática" (comunicação social), onde pretende formar os futuros jornalistas polacos dentro do seu espírito e visão social e política. A notícia do dia é de que Rydzyk conseguiu entrar na lista de investimentos da União Européia para equipar sua Faculdade, na ordem de 15,3 milhões de Euros. A pergunta do jornal "Gazeta Wyborcza", opositor de Rydzyk, é de como o padre conseguiu essa proeza, passando na frente de universidade centenárias da Polônia. Tem, mais uma vez, cheiro de favorecimento do governo Kaczyński, o qual, para muitos, só foi eleito com os votos dos católicos fiéis aos "ensinamentos" do Padre Rydzyk, através de sua rádio Maryja. Os dois partidos de direita PiS (Direito e Justiça) e LPR (Liga da Fámília Polaca), no poder, seguem a cartilha de Rydzyk. Tadeusz Rydzyk, semanas atrás foi recebido em audiência especial, no Vaticano, pelo Papa Bento XVI. A conversa com o papa reacendeu as preocupações do rabino de Roma, que vê nessa aproximação com o padre, um retrocesso nas relações interreligiosas iniciadas pelo Papa João Paulo II. O rabino judeu lembrou que o Papa polaco visitou a sinagoga de Jerusalém (a primeira visita de um papa na história) e pediu perdãos aos judeus pelos erros cometidos pela Igreja Católica Apostólica Romana. Me entristece a falta de fraternidade do rabino que parece desconhecer a denominação á qual o padre redentorista polonês pertence. Sendo católico, defende com veemência os direitos e valores da instituição a qual está intimamente ligado pelas ordens sacras. Sinceramente, não acredito nas afirmações de que tais criticas estejam sendo levantadas somente por suspeitas de anti-semitismo. Elas se esbarram em questões de ordem política, econômica e cultural. O temor internacional é de que a Igreja possa voltar a ter seu poder temporal sobre o estado, agora de maneira indireta. A verdade é que Tadeusz Rydzyk impressiona a todos com sua ascensão midiática na Polônia. No encontro do Padre Rydzyk com Bento XVI, o Papa abençoou os projetos e as atividades dos meios de comunicação social católicas na Polônia. Tudo sob a “batuta” do maestro da opinião publica polonesa, Pe. Tadeusz Rydzyk, CSsR.

Welinton Silva

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Renan Calheiros é absolvido pelo Senado


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu evitar a perda do seu mandato de senador nesta quarta-feira. O relatório que pedia sua cassação foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e 6 abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado. Renan Calheiros era acusado de pagar despesas pessoais com recursos do lobista Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Junior. No Conselho de Ética, Renan não conseguiu provar que o dinheiro utilizado para o pagamento de pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, que teve uma filha com o senador, tem origem em negócios agropecuários. A Polícia Federal (PF) encontrou contradições nos documentos da defesa. O órgão disciplinar do Senado aprovou parecer, cujo texto afirma que Renan mentiu ao Congresso na sua justificativa de renda. Renan ainda sofre outros dois processos no Conselho de Ética.
Ao deixar o plenário que garantiu a sua absolvição, Renan Calheiros foi recebido com vaias e aplausos dos presentes. Na sequência, Renan saiu do Senado e sua asessoria informou que ele seguiria para uma igreja de Brasília. "O resultado é desastroso para o Senado. O Senado sai destroçado. Não há a menor condição de Renan Calheiros continuar na presidência desta Casa. Se os seis que se abstiveram votassem sim, ele teria sido cassado", disse o senador Jefferson Péres (PDT-AM) após a divulgação do resultado. Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que votos do Democratas podem ter contribuído para a absolvição do presidente do Senado. "Ninguém imaginava que haveria abstenção num processo como esse. Esse negócio de lavar as mãos é que levou a esse resultado. "O aliado Wellington Salgado (PMDB-MG) disse que Renan, apesar de estar enfraquecido com o resultado, tem capacidade de reorganizar sua força política. "Vai depender da capacidade total do presidente Renan de aglutinar a oposição, os líderes e mostrar que ele continua sendo líder e presidente porque ele foi eleito com poder liderança e de aglutinação. Vamos ver se é possível, ele é presidente, mas vamos ver se é do interesse da oposição de fazer isso", disse.

Welinton Silva depois de ROBERTO MALTCHIK

Hoje na Tv Aparecida / UCG Tv "Brasil em Revista"

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Após 6 anos, "fantasma" de 11 de setembro ainda assombra EUA


Hoje se completa 6 anos do atentado terrorista contra a maior potência mundial, os EUA. Passado o pior, a memória da tragédia ainda paira sobre Nova York e sobre a vida das famílias das quase 3.000 vitimas mortas ao serem derrubadas as torres gêmeas do World Trade Center. Ao que parece, nesses seis anos após o 11 de setembro, que justificou as invasões do Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2003, o governo de George W. Bush terá de enfrentar, além do "fantasma" de Osama bin Laden --líder da rede Al Qaeda, a quem foi atribuída à responsabilidade pelos atentados, e cujo paradeiro até hoje é desconhecido-- mais "fantasmas" domésticos, tais como as vidas que se perderam nesse drástico acidente.

Welinton Silva